August 21 2008

PS Central vira praça de guerra

Acionada por parentes de pacientes que estão na Unidade Semi-Intensiva do Pronto-Socorro Central estive agora às 11h30 vistoriando as condições reinantes no local. Meia hora depois, estou zonza com o barulho que vivenciei. Um martelete daqueles hiper irritantes, mais uma marreta trabalhavam celeremente ao lado da UTI. Trabalhadores de obra circulam por entre os corredores onde jazem deitados em macas, pacientes.

 

Pacientes que lotam a sala de espera dividem sua atenção entre o barulho infernal de obras e imagens (sons inaudíveis) da final feminina de futebol.

 

Custei a crer que estava num Pronto-Socorro funcionando. Estão ferindo todas as normas de conforto sonoro, de atenção a pacientes..Todas. A pressa (será eleitoral?) é o que comanda. Dando ordens e se responsabilizando pela obra apenas o mestre de obras. Engenheiro da empreiteira? Necas! Engenheiro fiscal da Prefeitura? Necas. Justiça seja feita, lá estavam os responsáveis administrativo e o chefe do PS Central, dr.Dilmar, que mandou o mestre parar imediatamente a utilização do martelete e marreta. Senti sua angustia de ser governado pela obra e pelo cronograma. Vi a saúde em segundo lugar. Porque não planejar primeiro a remoção desses pacientes para outro lugar?

 

Que tal reativar as vagas de UTI do Hospital da Zona Noroeste e depois usar marteletes e marretas? Que tal planejar a obra colocando o paciente em primeiro lugar?

 

Porque essa súbita pressa de terminar essa obra? Que eu saiba, há mais de quatro anos esse prédio foi desativado com a desculpa de que iniciariam essas tão necessárias reformas.

 

Lembro-me quando Dr. Tomas (onde andará?) desativou o Laboratório Central com essa desculpa. Lembro-me também quando a Secretaria mudou-se para o Banco do Brasil, quatro anos ou mais se vão…

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